quarta-feira, 10 de setembro de 2014

AULA DE COMPOSTAGEM ORGÂNICA


COMO APRENDER A FAZER COMPOSTAGEM ORGÂNICA

No curso de Jardinagem da Prefeitura de São Paulo realizado no Parque do Ibirapuera, uma das aulas é sobre como preparar o solo com o Composto Orgânico e como transforma-lo aproveitando sobras de podas, varição de jardim e matéria orgânica produzidas diariamente em nossas casas.

No centro o Professor Adão ensinando e incentivando seus alunos a cuidar do solo de forma mais natural possível 
A aula é ministrada pelo Professor Adão, que enfatiza a reutilização de todo material orgânico que tende a ser desperdiçado em aterros sanitários. Muito do "lixo" que é conduzido para os aterros poderiam estar sendo reutilizados e transformados em beleza e saúde, pois o Composto Orgânico pode ser utilizados em jardim e canteiros de frutas, legumes e verduras.

A utilização de Calcário para correção do pH do solo
O respeito a Natureza pelo incentivo ao cultivo de plantas
A participação dos alunos no aprendizado ao manejo do solo

Esta aula envolve muitas necessidades que a cidade de São Paulo precisa: o consumo consciente para evitar o desperdício, antes do incentivo a transformação do Composto Orgânico a valorização do alimento pela ideia de como produzi-lo e todo envolvimento para a disponibilidade de ser consumido, ou seja, quando se percebe o processo de produção de um alimento, este é valorizado evitando o desperdício e com isso a diminuição do descarte em aterros; a parte que "não é consumida" do alimento não é descartada e sim transformada em mais alimentos ou em plantas que além da importância da beleza , a redução do estresse pela visualização e manejo, a interferência delas na temperatura e na Biodiversidade entre animais e insetos que se alimentam das plantas e seus frutos; O incentivo do cultivo em canteiro, ou mesmo em vasos, aumentando a penetração da água no solo alimentando os lençóis freáticos e diminuindo o desperdício desta água em córregos e rios poluídos, contribuindo com a diminuição de enchentes e possibilitando que esta água "nasça" em alguma fonte e contribua com a necessidade da região da nascente; O cultivo de plantas aumenta os índices de umidade do ar e com isso interferindo positivamente na nossa saúde, diminuindo os atendimentos nos hospitais e o consumo de remédios; O curso forma profissionais que atuaram na área com objetivos de interferir no desperdício das matéria orgânica, além do diferencial profissional ecológico, o aperfeiçoamento e  o aumento de sua renda; Estar no Parque mantido pela Prefeitura e se sentir um cidadão atuante em beneficio do coletivo forma  na estrutura Humana o aumento da maturidade com a responsabilidade de atuar em pró da Natureza e da Cidade; A herança que deixamos para as próximas gerações, ambientes mais saudáveis e a influencia do incentivo ao respeito à Natureza, enfim, estes são alguns dos benefícios deste curso.

A correção e a  descompactação do solo, nossa saúde depende da saúde dele
Solo fértil e permeável, possibilidade de alimento e  favorecimento ao ciclo natural da água  
Utilização da correção e adubação natural do solo
Maneiras mais adequadas de adubar e trabalhar com o solo, sincronia do Homem com a Natureza 


A elaboração do Composto Orgânico é ensinado de duas maneiras: com a composteira e através de leira. Inicialmente em âmbito residencial com a utilização da matéria orgânica dispensada pelo preparo dos vegetais na cozinha, como cascas de frutas e legumes, a limpeza de verduras, pó de café, entre outros, e com o complemento de materiais externos, como folhas do jardim, das praças, ou até mesmo de serragem que estaria sendo desperdiçada em aterros. Estes últimos entram na compostagem como o material seco do preparo do húmus, que contem o Carbono. 

O Composto Orgânico produzido no Parque Ibirapuera enriquece o solo favorecendo o crescimento da planta
O plantio é demonstrado. É a interferência positiva do Ser Humano sobre a Natureza, ou o encontro de si mesmo nela?

Nas imagens a composteira em caixa e baldes:



Composteiras residenciais em caixa e baldes plásticos 
A acomodação do material em camadas e a captação do chorume
A introdução de minhocas no processo de compostagem
O desperdício do material descartado no lixo pode ser revertido com a Compostagem Orgânica
Parte inferior da composteira contem o chorume que também é rico em nutrientes para as plantas
O tamanho da composteira é de acordo com a disponibilidade de matéria orgânica a ser transformada
A recuperação de matéria orgânica do canteiro, jardim, praças ou meno da calçada
A disposição da matéria orgânica na compostagem é um dos procedimentos para o sucesso da transformação


Outro método abordado na aula de Compostagem Orgânica é o método por leiras, este abrangem desde quem tem um pequeno quintal, e atinge a produção em grandes escalas do Composto Orgânico. As camadas são variadas em: material seco, folhas de poda ainda verdes, matéria orgânica e a aplicação de água para proporcionar a decomposição e transformação da matéria em húmus. O principal controle é a temperatura da leira e sua umidade. 

Nas imagens a Compostagem Orgânica é obtida através de leiras:

Orientação para a  elaboração da leira 

Primeira camada de material seco 

A umidificação do material para iniciar a decomposição

O material ainda verde é a contribuição do Nitrogênio para o Composto Orgânico

A matéria orgânica e colocada na próxima camada

Cascas de frutas, limpeza de verdura acelera a decomposição

Esterco de galinha pode ser adicionado também nesta camada

Volta a camada de material seco

E em seguida o material verde

A rega para umedecer todo material

Pó de café em mais uma camada de matéria orgânica

E nesta sequencia pode ser realizada várias camadas, conforme a disponibilidade de material

Um controle importante é o da temperatura obtido através de uma barra de ferro

O Composto Orgânico produzido pelo Parque é peneirado 

A maior surpresa para quem nunca teve contato com o processo de compostagem é o resultado, o Húmus.

A textura ideal para ser utilizado

O Composto Orgânico no carrinho após a peneiração

O Composto Orgânico do Parque Ibirapuera visto de perto

As leiras que recuperam o material de poda e varrição

O respeito a Natureza por transformar o que poderia ser descartado em aterro sanitário, em adubo para as plantas do Parque Ibirapuera


O curso de Jardinagem é realizado pela Prefeitura de São Paulo e além deste assunto vários são abordados, como: sementes, multiplicação de plantas, controle de doenças das plantas, preparo de solo, entre outro. Vale a pena conferir a programação de novas turmas em:


Outras programações de cursos e palestras:


Mais sobre Compostagem Orgânica acompanhem:


Um pouco do resultado da Compostagem Orgânica:


Domingos Sala Vargas

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

NOVA CICLOVIA EM OPERAÇÃO 18/08/2014


Abordagem de três pontos para melhorar a vida com a utilização da bicicleta como meio de transporte 

Nesta semana entrou em operação mais um trecho de ciclovia em São Paulo localizado na Av. Guilherme Cotching. Ainda estamos muito longe do ideal de ciclovias que atendam as necessidades e segurança de quem utiliza a bicicleta como meio de transporte, mas aos poucos estaremos tecendo uma malha de vias que viabilizará ainda mais esta locomoção.

Implantação de ciclovias e regulamentação defendendo o ciclista é um fator isolado na busca da melhoria do bem estar urbano, este ponto pode ser o mais difícil na visão politica e econômica da viabilização da ciclovia. Adaptar vias, enfrentar representação de moradores e as criticas dos motoristas podem ser alguns dos fatores que dificultam esta implantação, mas alem desta a necessidade de conscientização da população para o bem que esta via pode proporcionar e um outro passo para o exito do investimento.

O ato de pedalar é um exercício físico que favorece a saúde orgânica e mental. No sentido físico pela movimentação muscular e circulatória, no sentido mental o retorno desta prática pode ser maior. A sensação de liberdade é um fator que neutraliza o estresse, ainda mais se esta via, protegida, estiver ao lado de um canteiro com plantas e arvores, ou seja, pedalar está mais próximo da natureza humana do que estar dentro de um carro fechado, climatizado, em velocidade, quando possível devido ao transito, que dificulta a assimilação da Natureza do caminho, alem da utilização do veiculo com "armadura" para atacar todos os semelhantes em sua volta, este desrespeito é o que mais vemos no transito, sobrando também para os ciclista, que são vitimas das neuroses dos motorista. Estes são alguns dos benefícios diretos e imediados da opção de se locomover com bicicleta. A diminuição das poluições sonora e do ar como convencimento de respeito ao Meio e pelo campo econômico, já que a opção é mais barata que o próprio transporte público.

Conscientização implantada na mente das pessoas por estes inúmeros retornos que a prática do pedalar proporciona, o terceiro ponto, no meu entender é o mais difícil de ser conquistado. Pesquisas podem apontar a conscientização da população para os benefícios e viabilidades das ciclovias e o uso da bicicleta como meio de transporte, mas o ato de se tornar um ciclista está longe do ideal.

Muito já foi dito como desculpas para não adotar esta prática: falta de segurança no trânsito, maior tempo de locomoção, exposição à mudança climática, entre outros. Ao que se percebe adquirir uma bicicleta, e sair pedalando para o trabalho ou estudo está inviável de acontecer por fatores internos no Ser Humano. O condicionamento do "fazer o mais prático" está entre as conquista devemos atingir. Não temos a liberdade de escolha como podemos achar, existe contenções internas que não permitem a exteriorização de nossas vontades, somos prisioneiros de condicionamentos internos e autônomos. O que produzem e reforçam estes "modos de expressão" está desde do medo de pedalar no transito, e vai até a sensação da falta de poder econômico. E este é um fator predominante em nossa sociedade, pois sair para trabalhar ou estudar de carro além da sensação de autonomia a afirmação da possibilidade positiva econômica influencia na decisão de não pedalar. Para este impedimento o Meio pressiona as pessoas a se adaptarem as imposições de consumo e ostentação, em poucas palavras, ter bicicleta deixa de ser um estilo e passa a ser um restrição das possibilidades de ter uma condição econômica melhor. Mas este é o Ser Humano que tenta se sentir vivo e participante, mas condicionado e angustiado. 

A possibilidade de alcançar este descondicionamento é mais um entre tantos que a Vida nos proporciona diariamente para a nossa evolução e a conquista do Ser Natural que somos.

Imagens da nova ciclovia em São Paulo:














Domingos S. Vargas

terça-feira, 12 de agosto de 2014

BIODIVERSIDADE - UMA CONSCIÊNCIA A SE CONQUISTAR 12/08/2014


BIODIVERSIDADE

Biodiversidade é um tema muito abordado por empresas, escolas, programas sobre conservação, entre outro. A nomenclatura é pequena para retratar seu grande significado. 

A medida que  o Ser Humano passou a se multiplicar e assumir a cadeia biológica do Planeta, ele  foi impactando cada vez mais os recursos naturais disponíveis, a Natureza sofreu com esta reestruturação de uma espécie que criou seu próprio "habitat" a ponto de falar sobre Biodiversidade mas não entendendo que ainda fazemos parte desta. 

O encontro á esta harmonia é um grande desafio para nossa geração de Seres Humanos, muito a se fazer, mas está ação harmoniosa parte de nossa estrutura humana, se exterioriza para o Meio e retorna para nós como equilíbrio e saúde.  

Quando fomos desgarrados desta Natureza passamos a ser seres desarmoniosos, exploradores e explorados. O resultado deste estado não natural é o aumento da angustia e estresse.

A Revolução Industrial mudou muito este comportamento, alem do modo de vida e consumo. O homem foi retirado dos últimos habitats naturais e conduzido para a concentração das cidades e polos industriais a fim de atender ao interesse do ganho. O trabalho artesanal foi substituído pelo industrial.

Esta mudança causou vários danos à harmonia natural. As pessoas com a promessa do retorno financeiro se expuseram a condições degradadas de moradia e de trabalho, alem da alimentação "industrializada" e a falta do contato com a Natureza que tornou as pessoas angustiadas, estressadas e doentes. Esta geração teve que se adaptar a uma nova condição de exploração baseada no trabalho desproporcional com baixo retorno financeiro e satisfação de vida. O Meio foi explorado ao máximo para atender as necessidades industriais com a produção em escala. O consumo destes produtos foi incentivado pela moda, estratégia do lucro para as pessoas deixarem de consumir o artesanal com muito envolvimento pessoal no acabamento e passaram a consumir o padronizado. A produção em escala deveria ser escoada e consumida, com isso a influencia nas características de consumo foram modificados comprometendo a harmonia com o natural carregado de energias de equilíbrio para o industrial impessoal com toda carga da ganância do "lucrar" e do manuseio contaminado pelo aprisionamento a este ciclo de produção como sobrevivência. O ser doente e desequilibrado passou a ser aquele que produzia e por insatisfação, necessidades de compensação e insanidades também consumia, fechado o ciclo contaminado para o enriquecimento daqueles que ostentavam o capital.

Abordando o valor energético dos produtos podemos voltar um pouco mais na história e comentar sobre a carga energética agregada a produção onde era utilizada mão de obra escrava. Revolta, dor e muito sofrimento envolviam esta exploração e também seus produtos e objetivos.

Quando vemos hoje produtos sustentáveis encontramos a harmonia desejada e resgatada para o bem da Biodiversidade. Assunto de interesse terapêutico para encontrarmos o bem estar baseado na volta ao natural, sem carga explorativa do Meio e do Ser Humano.

O respeito leva o individuo a maturidade, abrangendo o consumo, produtos industrializado sem compromisso com a harmonia natural, reflete diretamente no prejuízo a este desenvolvimento humano pelo incentivo ao desrespeito e agressão a Natureza e a semelhantes, afastando ainda mais nossa estrutura do natural e do equilíbrio energético.

O incentivo a produção sustentável é conduzir nossa estrutura para uma vida natural, uma tentativa do resgate dos efeitos da exploração do Homem e do Meio. A valorização do natural vai além deste incentivo aos produtos sustentáveis, como pela busca por estes ambientes naturais através do turismo sustentável que também é uma forma de encontrar esta harmonia integral. O contato com a Natureza deve ser incentivado para eliminar muitos danos estruturais e danos a saúde.

Empresas, governos e pessoas interessadas neste equilíbrio têm como responsabilidade compor uma harmonia natural e ética para frear a degradação da Biodiversidade. O desfio é enorme, pois envolve empresas que se sustentam do resultado de suas ações comerciais, e este campo da sustentabilidade não oferece de imediato este resultado imprescindível. O governo que sem a força política adequada não atende as necessidades que esta "freqüência de intenção" exige, por ter grande dinamismo e complexidade que envolve este assunto. A Cultura ou mesmo a desconfiança de quem pode ser beneficiado diretamente neste novo ciclo de sustentabilidade também são barreiras para ampliar e incentivar a participação das comunidades destas regiões ricas por sua Biodiversidade e Natureza em projetos novos e dinâmicos, alem do descondicionamento de consumo das pessoas que tende ao mais prático e ao influenciado pela mídia.

O condicionamento aplicado em gerações distancia a decisão de consumo do mais saudável, natural e com alto grau de sustentabilidade. Tendemos ao mais próximo, com maior valor imposto pela propaganda de suposta qualidade, e para diminuir o erro e o desperdício de dinheiro não arriscamos em produtos com baixa influencia de consumo, mesmo sabendo que o natural é o mais viável.

No Barômetro de Biodiversidade da 5ª Conferencia de Biodiversidade e Negocio da UEBT que aconteceu ontem (11/08) encontramos avanço no interesse e conhecimento como mostra os gráficos no anexo abaixo:

A conscientização e a ação da opção por produtos naturais em harmonia com o Meio e o Homem, são determinantes para um maior equilíbrio neste novo ciclo de produção e consumo. A ligação do consumidor final aos produtos e serviços sustentáveis reflete na conservação da Biodiversidade e oferece para as próximas gerações alem da qualidade de vida pela preservação, um novo comportamento interativo e harmônico.

A responsabilidade é de todos e para todos, quanto maior a consciência e atitude maior retorno sentiremos em nossa estrutura humana, pois o bem estar e a evolução serão atingidos, depende de cada um de nós.







Domingos Sala Vargas