BIODIVERSIDADE
Biodiversidade é um tema muito abordado por empresas, escolas,
programas sobre conservação, entre outro. A nomenclatura é pequena para
retratar seu grande significado.
A medida que o Ser Humano passou a se multiplicar e assumir
a cadeia biológica do Planeta, ele foi impactando cada vez mais os
recursos naturais disponíveis, a Natureza sofreu com esta reestruturação de uma
espécie que criou seu próprio "habitat" a ponto de falar sobre
Biodiversidade mas não entendendo que ainda fazemos parte desta.
O encontro á esta harmonia é um grande desafio para nossa geração
de Seres Humanos, muito a se fazer, mas está ação harmoniosa parte de nossa
estrutura humana, se exterioriza para o Meio e retorna para nós como equilíbrio
e saúde.
Quando fomos desgarrados desta Natureza passamos a ser seres
desarmoniosos, exploradores e explorados. O resultado deste estado não natural
é o aumento da angustia e estresse.
A Revolução Industrial mudou muito este comportamento, alem do modo
de vida e consumo. O homem foi retirado dos últimos habitats naturais e
conduzido para a concentração das cidades e polos industriais a fim de atender
ao interesse do ganho. O trabalho artesanal foi substituído pelo industrial.
Esta mudança causou vários danos à harmonia natural. As pessoas
com a promessa do retorno financeiro se expuseram a condições degradadas de
moradia e de trabalho, alem da alimentação "industrializada" e a
falta do contato com a Natureza que tornou as pessoas angustiadas, estressadas
e doentes. Esta geração teve que se adaptar a uma nova condição de exploração
baseada no trabalho desproporcional com baixo retorno financeiro e satisfação
de vida. O Meio foi explorado ao máximo para atender as necessidades
industriais com a produção em escala. O consumo destes produtos foi incentivado
pela moda, estratégia do lucro para as pessoas deixarem de consumir o artesanal
com muito envolvimento pessoal no acabamento e passaram a consumir o
padronizado. A produção em escala deveria ser escoada e consumida, com isso a
influencia nas características de consumo foram modificados comprometendo a
harmonia com o natural carregado de energias de equilíbrio para o industrial
impessoal com toda carga da ganância do "lucrar" e do manuseio
contaminado pelo aprisionamento a este ciclo de produção como sobrevivência. O
ser doente e desequilibrado passou a ser aquele que produzia e por
insatisfação, necessidades de compensação e insanidades também consumia,
fechado o ciclo contaminado para o enriquecimento daqueles que ostentavam o
capital.
Abordando o valor energético dos produtos podemos voltar um pouco
mais na história e comentar sobre a carga energética agregada a produção onde
era utilizada mão de obra escrava. Revolta, dor e muito sofrimento envolviam
esta exploração e também seus produtos e objetivos.
Quando vemos hoje produtos sustentáveis encontramos a harmonia
desejada e resgatada para o bem da Biodiversidade. Assunto de interesse
terapêutico para encontrarmos o bem estar baseado na volta ao natural, sem
carga explorativa do Meio e do Ser Humano.
O respeito leva o individuo a maturidade, abrangendo o consumo,
produtos industrializado sem compromisso com a harmonia natural, reflete
diretamente no prejuízo a este desenvolvimento humano pelo incentivo ao desrespeito
e agressão a Natureza e a semelhantes, afastando ainda mais nossa estrutura do
natural e do equilíbrio energético.
O incentivo a produção sustentável é conduzir nossa estrutura para
uma vida natural, uma tentativa do resgate dos efeitos da exploração do Homem e
do Meio. A valorização do natural vai além deste incentivo aos produtos
sustentáveis, como pela busca por estes ambientes naturais através do turismo
sustentável que também é uma forma de encontrar esta harmonia integral. O
contato com a Natureza deve ser incentivado para eliminar muitos danos
estruturais e danos a saúde.
Empresas, governos e pessoas interessadas neste equilíbrio têm
como responsabilidade compor uma harmonia natural e ética para frear a
degradação da Biodiversidade. O desfio é enorme, pois envolve empresas que se
sustentam do resultado de suas ações comerciais, e este campo da
sustentabilidade não oferece de imediato este resultado imprescindível. O
governo que sem a força política adequada não atende as necessidades que esta
"freqüência de intenção" exige, por ter grande dinamismo e
complexidade que envolve este assunto. A Cultura ou mesmo a desconfiança de
quem pode ser beneficiado diretamente neste novo ciclo de sustentabilidade também
são barreiras para ampliar e incentivar a participação das comunidades destas
regiões ricas por sua Biodiversidade e Natureza em projetos novos e dinâmicos,
alem do descondicionamento de consumo das pessoas que tende ao mais prático e
ao influenciado pela mídia.
O condicionamento aplicado em gerações distancia a decisão de
consumo do mais saudável, natural e com alto grau de sustentabilidade. Tendemos
ao mais próximo, com maior valor imposto pela propaganda de suposta qualidade,
e para diminuir o erro e o desperdício de dinheiro não arriscamos em produtos
com baixa influencia de consumo, mesmo sabendo que o natural é o mais viável.
No Barômetro de Biodiversidade da 5ª Conferencia de Biodiversidade
e Negocio da UEBT que aconteceu ontem (11/08) encontramos avanço no interesse e
conhecimento como mostra os gráficos no anexo abaixo:
A conscientização e a ação da opção por produtos naturais em
harmonia com o Meio e o Homem, são determinantes para um maior equilíbrio neste
novo ciclo de produção e consumo. A ligação do consumidor final aos produtos e
serviços sustentáveis reflete na conservação da Biodiversidade e oferece para
as próximas gerações alem da qualidade de vida pela preservação, um novo
comportamento interativo e harmônico.
A responsabilidade é de todos e para todos, quanto maior a
consciência e atitude maior retorno sentiremos em nossa estrutura humana, pois
o bem estar e a evolução serão atingidos, depende de cada um de nós.
Domingos Sala Vargas








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