Abordagem de três pontos para melhorar a vida com a utilização da bicicleta como meio de transporte
Nesta semana entrou em operação mais um trecho de ciclovia em São Paulo localizado na Av. Guilherme Cotching. Ainda estamos muito longe do ideal de ciclovias que atendam as necessidades e segurança de quem utiliza a bicicleta como meio de transporte, mas aos poucos estaremos tecendo uma malha de vias que viabilizará ainda mais esta locomoção.
Implantação de ciclovias e regulamentação defendendo o ciclista é um fator isolado na busca da melhoria do bem estar urbano, este ponto pode ser o mais difícil na visão politica e econômica da viabilização da ciclovia. Adaptar vias, enfrentar representação de moradores e as criticas dos motoristas podem ser alguns dos fatores que dificultam esta implantação, mas alem desta a necessidade de conscientização da população para o bem que esta via pode proporcionar e um outro passo para o exito do investimento.
O ato de pedalar é um exercício físico que favorece a saúde orgânica e mental. No sentido físico pela movimentação muscular e circulatória, no sentido mental o retorno desta prática pode ser maior. A sensação de liberdade é um fator que neutraliza o estresse, ainda mais se esta via, protegida, estiver ao lado de um canteiro com plantas e arvores, ou seja, pedalar está mais próximo da natureza humana do que estar dentro de um carro fechado, climatizado, em velocidade, quando possível devido ao transito, que dificulta a assimilação da Natureza do caminho, alem da utilização do veiculo com "armadura" para atacar todos os semelhantes em sua volta, este desrespeito é o que mais vemos no transito, sobrando também para os ciclista, que são vitimas das neuroses dos motorista. Estes são alguns dos benefícios diretos e imediados da opção de se locomover com bicicleta. A diminuição das poluições sonora e do ar como convencimento de respeito ao Meio e pelo campo econômico, já que a opção é mais barata que o próprio transporte público.
Conscientização implantada na mente das pessoas por estes inúmeros retornos que a prática do pedalar proporciona, o terceiro ponto, no meu entender é o mais difícil de ser conquistado. Pesquisas podem apontar a conscientização da população para os benefícios e viabilidades das ciclovias e o uso da bicicleta como meio de transporte, mas o ato de se tornar um ciclista está longe do ideal.
Muito já foi dito como desculpas para não adotar esta prática: falta de segurança no trânsito, maior tempo de locomoção, exposição à mudança climática, entre outros. Ao que se percebe adquirir uma bicicleta, e sair pedalando para o trabalho ou estudo está inviável de acontecer por fatores internos no Ser Humano. O condicionamento do "fazer o mais prático" está entre as conquista devemos atingir. Não temos a liberdade de escolha como podemos achar, existe contenções internas que não permitem a exteriorização de nossas vontades, somos prisioneiros de condicionamentos internos e autônomos. O que produzem e reforçam estes "modos de expressão" está desde do medo de pedalar no transito, e vai até a sensação da falta de poder econômico. E este é um fator predominante em nossa sociedade, pois sair para trabalhar ou estudar de carro além da sensação de autonomia a afirmação da possibilidade positiva econômica influencia na decisão de não pedalar. Para este impedimento o Meio pressiona as pessoas a se adaptarem as imposições de consumo e ostentação, em poucas palavras, ter bicicleta deixa de ser um estilo e passa a ser um restrição das possibilidades de ter uma condição econômica melhor. Mas este é o Ser Humano que tenta se sentir vivo e participante, mas condicionado e angustiado.
A possibilidade de alcançar este descondicionamento é mais um entre tantos que a Vida nos proporciona diariamente para a nossa evolução e a conquista do Ser Natural que somos.
Imagens da nova ciclovia em São Paulo:
Domingos S. Vargas
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