segunda-feira, 18 de agosto de 2014

NOVA CICLOVIA EM OPERAÇÃO 18/08/2014


Abordagem de três pontos para melhorar a vida com a utilização da bicicleta como meio de transporte 

Nesta semana entrou em operação mais um trecho de ciclovia em São Paulo localizado na Av. Guilherme Cotching. Ainda estamos muito longe do ideal de ciclovias que atendam as necessidades e segurança de quem utiliza a bicicleta como meio de transporte, mas aos poucos estaremos tecendo uma malha de vias que viabilizará ainda mais esta locomoção.

Implantação de ciclovias e regulamentação defendendo o ciclista é um fator isolado na busca da melhoria do bem estar urbano, este ponto pode ser o mais difícil na visão politica e econômica da viabilização da ciclovia. Adaptar vias, enfrentar representação de moradores e as criticas dos motoristas podem ser alguns dos fatores que dificultam esta implantação, mas alem desta a necessidade de conscientização da população para o bem que esta via pode proporcionar e um outro passo para o exito do investimento.

O ato de pedalar é um exercício físico que favorece a saúde orgânica e mental. No sentido físico pela movimentação muscular e circulatória, no sentido mental o retorno desta prática pode ser maior. A sensação de liberdade é um fator que neutraliza o estresse, ainda mais se esta via, protegida, estiver ao lado de um canteiro com plantas e arvores, ou seja, pedalar está mais próximo da natureza humana do que estar dentro de um carro fechado, climatizado, em velocidade, quando possível devido ao transito, que dificulta a assimilação da Natureza do caminho, alem da utilização do veiculo com "armadura" para atacar todos os semelhantes em sua volta, este desrespeito é o que mais vemos no transito, sobrando também para os ciclista, que são vitimas das neuroses dos motorista. Estes são alguns dos benefícios diretos e imediados da opção de se locomover com bicicleta. A diminuição das poluições sonora e do ar como convencimento de respeito ao Meio e pelo campo econômico, já que a opção é mais barata que o próprio transporte público.

Conscientização implantada na mente das pessoas por estes inúmeros retornos que a prática do pedalar proporciona, o terceiro ponto, no meu entender é o mais difícil de ser conquistado. Pesquisas podem apontar a conscientização da população para os benefícios e viabilidades das ciclovias e o uso da bicicleta como meio de transporte, mas o ato de se tornar um ciclista está longe do ideal.

Muito já foi dito como desculpas para não adotar esta prática: falta de segurança no trânsito, maior tempo de locomoção, exposição à mudança climática, entre outros. Ao que se percebe adquirir uma bicicleta, e sair pedalando para o trabalho ou estudo está inviável de acontecer por fatores internos no Ser Humano. O condicionamento do "fazer o mais prático" está entre as conquista devemos atingir. Não temos a liberdade de escolha como podemos achar, existe contenções internas que não permitem a exteriorização de nossas vontades, somos prisioneiros de condicionamentos internos e autônomos. O que produzem e reforçam estes "modos de expressão" está desde do medo de pedalar no transito, e vai até a sensação da falta de poder econômico. E este é um fator predominante em nossa sociedade, pois sair para trabalhar ou estudar de carro além da sensação de autonomia a afirmação da possibilidade positiva econômica influencia na decisão de não pedalar. Para este impedimento o Meio pressiona as pessoas a se adaptarem as imposições de consumo e ostentação, em poucas palavras, ter bicicleta deixa de ser um estilo e passa a ser um restrição das possibilidades de ter uma condição econômica melhor. Mas este é o Ser Humano que tenta se sentir vivo e participante, mas condicionado e angustiado. 

A possibilidade de alcançar este descondicionamento é mais um entre tantos que a Vida nos proporciona diariamente para a nossa evolução e a conquista do Ser Natural que somos.

Imagens da nova ciclovia em São Paulo:














Domingos S. Vargas

terça-feira, 12 de agosto de 2014

BIODIVERSIDADE - UMA CONSCIÊNCIA A SE CONQUISTAR 12/08/2014


BIODIVERSIDADE

Biodiversidade é um tema muito abordado por empresas, escolas, programas sobre conservação, entre outro. A nomenclatura é pequena para retratar seu grande significado. 

A medida que  o Ser Humano passou a se multiplicar e assumir a cadeia biológica do Planeta, ele  foi impactando cada vez mais os recursos naturais disponíveis, a Natureza sofreu com esta reestruturação de uma espécie que criou seu próprio "habitat" a ponto de falar sobre Biodiversidade mas não entendendo que ainda fazemos parte desta. 

O encontro á esta harmonia é um grande desafio para nossa geração de Seres Humanos, muito a se fazer, mas está ação harmoniosa parte de nossa estrutura humana, se exterioriza para o Meio e retorna para nós como equilíbrio e saúde.  

Quando fomos desgarrados desta Natureza passamos a ser seres desarmoniosos, exploradores e explorados. O resultado deste estado não natural é o aumento da angustia e estresse.

A Revolução Industrial mudou muito este comportamento, alem do modo de vida e consumo. O homem foi retirado dos últimos habitats naturais e conduzido para a concentração das cidades e polos industriais a fim de atender ao interesse do ganho. O trabalho artesanal foi substituído pelo industrial.

Esta mudança causou vários danos à harmonia natural. As pessoas com a promessa do retorno financeiro se expuseram a condições degradadas de moradia e de trabalho, alem da alimentação "industrializada" e a falta do contato com a Natureza que tornou as pessoas angustiadas, estressadas e doentes. Esta geração teve que se adaptar a uma nova condição de exploração baseada no trabalho desproporcional com baixo retorno financeiro e satisfação de vida. O Meio foi explorado ao máximo para atender as necessidades industriais com a produção em escala. O consumo destes produtos foi incentivado pela moda, estratégia do lucro para as pessoas deixarem de consumir o artesanal com muito envolvimento pessoal no acabamento e passaram a consumir o padronizado. A produção em escala deveria ser escoada e consumida, com isso a influencia nas características de consumo foram modificados comprometendo a harmonia com o natural carregado de energias de equilíbrio para o industrial impessoal com toda carga da ganância do "lucrar" e do manuseio contaminado pelo aprisionamento a este ciclo de produção como sobrevivência. O ser doente e desequilibrado passou a ser aquele que produzia e por insatisfação, necessidades de compensação e insanidades também consumia, fechado o ciclo contaminado para o enriquecimento daqueles que ostentavam o capital.

Abordando o valor energético dos produtos podemos voltar um pouco mais na história e comentar sobre a carga energética agregada a produção onde era utilizada mão de obra escrava. Revolta, dor e muito sofrimento envolviam esta exploração e também seus produtos e objetivos.

Quando vemos hoje produtos sustentáveis encontramos a harmonia desejada e resgatada para o bem da Biodiversidade. Assunto de interesse terapêutico para encontrarmos o bem estar baseado na volta ao natural, sem carga explorativa do Meio e do Ser Humano.

O respeito leva o individuo a maturidade, abrangendo o consumo, produtos industrializado sem compromisso com a harmonia natural, reflete diretamente no prejuízo a este desenvolvimento humano pelo incentivo ao desrespeito e agressão a Natureza e a semelhantes, afastando ainda mais nossa estrutura do natural e do equilíbrio energético.

O incentivo a produção sustentável é conduzir nossa estrutura para uma vida natural, uma tentativa do resgate dos efeitos da exploração do Homem e do Meio. A valorização do natural vai além deste incentivo aos produtos sustentáveis, como pela busca por estes ambientes naturais através do turismo sustentável que também é uma forma de encontrar esta harmonia integral. O contato com a Natureza deve ser incentivado para eliminar muitos danos estruturais e danos a saúde.

Empresas, governos e pessoas interessadas neste equilíbrio têm como responsabilidade compor uma harmonia natural e ética para frear a degradação da Biodiversidade. O desfio é enorme, pois envolve empresas que se sustentam do resultado de suas ações comerciais, e este campo da sustentabilidade não oferece de imediato este resultado imprescindível. O governo que sem a força política adequada não atende as necessidades que esta "freqüência de intenção" exige, por ter grande dinamismo e complexidade que envolve este assunto. A Cultura ou mesmo a desconfiança de quem pode ser beneficiado diretamente neste novo ciclo de sustentabilidade também são barreiras para ampliar e incentivar a participação das comunidades destas regiões ricas por sua Biodiversidade e Natureza em projetos novos e dinâmicos, alem do descondicionamento de consumo das pessoas que tende ao mais prático e ao influenciado pela mídia.

O condicionamento aplicado em gerações distancia a decisão de consumo do mais saudável, natural e com alto grau de sustentabilidade. Tendemos ao mais próximo, com maior valor imposto pela propaganda de suposta qualidade, e para diminuir o erro e o desperdício de dinheiro não arriscamos em produtos com baixa influencia de consumo, mesmo sabendo que o natural é o mais viável.

No Barômetro de Biodiversidade da 5ª Conferencia de Biodiversidade e Negocio da UEBT que aconteceu ontem (11/08) encontramos avanço no interesse e conhecimento como mostra os gráficos no anexo abaixo:

A conscientização e a ação da opção por produtos naturais em harmonia com o Meio e o Homem, são determinantes para um maior equilíbrio neste novo ciclo de produção e consumo. A ligação do consumidor final aos produtos e serviços sustentáveis reflete na conservação da Biodiversidade e oferece para as próximas gerações alem da qualidade de vida pela preservação, um novo comportamento interativo e harmônico.

A responsabilidade é de todos e para todos, quanto maior a consciência e atitude maior retorno sentiremos em nossa estrutura humana, pois o bem estar e a evolução serão atingidos, depende de cada um de nós.







Domingos Sala Vargas